sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Engano...(In)Consciente...



No meu consciente, engano de poetisa,
A beleza das palavras doces…
Escondem-me um coração vazio…
Só quando a noite já caí…
E sinto a atravessar por entre as folhas das árvores…
O ruído delicado, do murmúrio do vento…
Som, esse que uso como artimanha…
Não é o som do mar, mas assim o invento…
Para enganar saudades…
Do alto da minha gélida montanha…
É na escuridão que sinto a falta que, o mar me faz…
Quero arranjar um exemplar de búzio só meu…
Então certamente conseguirei, sintonia e paz…
Encostarei ao ouvido, e olhando o céu…
Ponte de ligação entre montanha e mar…
E há sombra da solidão…
Da estrela que já brilhou demais…
Sentir de novo a agridoce inspiração…
Que o mar me dá, e não quero perder jamais…


(foto, olhares.com)

1 comentário:

  1. O Mar será sempre o eterno fascinio dos poetas!...

    Beijos,
    AL

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