terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Tons..(Des)Esperança...


Tu…
Surges do nada que és…
Acanhadamente…

E te apoderas…
Das minhas vestes de falsa poetisa…
Usas-me para dizer vontades tuas…
Usas-me para expressar sentimentos reprimidos…
Usas-me para cobrir verdades nuas…
Usas-me para camuflar desejos sentidos…
Usas-me apenas…

Sou prisioneira neste castelo…
A que tu chamas corpo…
Aqui reclusa, nada vejo de belo…

Sou ninguém, por viver escondida…
Em ti, neste castelo assombrado…
Por ver com os teus olhos cegos a vida…
Exígua a que te limitas nesse teu letargo…

Usas-me…
Vestes-te de mim…
Com alegres penas desesperança...

1 comentário:

  1. Falsa poetisa não é... mas deve libertar-se e falar em liberdade.
    Abracinho

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