Asfixiar o pranto…
Para que o meu silêncio te ferisse!
Mas a seguir quis ter forças para engolir o céu negro
Que nos ofereceste
No dia em que dividiste o sol da felicidade
Tirando bruscamente a peneira que o tapava
Queimando-nos com raios de indiferença…
Derrotada quis GRITAR!
Gritar bem alto para que me ouvisses!
Cuspir palavras de fogo
Como trovões que me esburacam o peito…
Cravando-as no teu coração de pedra…
No fundo de mim carrego estilhaços do passado
Que se cravam cada vez mais e não consigo
Soltar os lamentos que trago contidos…
Os queixumes comprimidos nos anos
As palavras coaguladas no tempo…
Olho em frente apenas abismo…
O vazio...
O degelo dos sentimentos…
E atrás de mim, nada…
Nada!
Nada!
Entre os pés e a terra…
Falta-me hoje um pedaço de chão…
(Palavras da FlorAlpina,
Foto da Zita)
Lindo!
ResponderEliminarTexto maravilhoso!
Parabéns!
"engolir o céu negro" e "cuspir palavras de fogo" é obra, amiga! Belas metáforas e um grito de revolta entalado na garganta. Gosto de ler poemas assim. Parabéns pela inspiração.
ResponderEliminarBeijos
Runa
Um grito que soltas do peito com força...de uma forma poética e comovedora.
ResponderEliminar...grita e deita para fora todo o passado...já não existe!
O presente tem muito chão para ti e para nós, filhos da terra e do universo que apenas por aqui passamos algum tempo.
do mundo colorido vai um abraço de luz
Um grito forte, sentido,mas lindamente trazido aqui...
ResponderEliminarFica bem, beijos,tudo de bom,chica
Como já te disse mil vezes adoro a forma como escreves, mas...para quê sofrer pelo dia de ontem se já não o podemos modificar para quê sofrer pelo dia de amanhã pois não sabemos se vai chegar, é só mesmo o dia de hoje que é importante e esse minha amiga podes fazer dele o que te aprouver
ResponderEliminarbeijinos
FLOR Alpina
ResponderEliminarDeixo um pouco da minha Ria...
RIA
Ria de Aveiro
Tão pouco te tenho cantado
Tão pouco te tenho escrito
E tu Ria...
Cheia de beleza
Cheia de canais
Com águas azuis e belas
Vais esperando que te cante
Que fale ao mundo
Da tua beleza sem fim
Dos teus barcos moliceiros
Coloridos e acolhedores
Do teu Rossio...
Da tua gente...
E da tua beleza...
Linda Ria de Aveiro.
LILI LARANJo
Para quê o chão se pode voar?
ResponderEliminarBeijinho
João
A vida nem sempre é justa! Porém jamais devemos desistir de lutar, porque quem desiste, está já vencido!
ResponderEliminarBeijos,
AL
Flor;
ResponderEliminarIncrivel como são as interpretações literárias!.
Este poema, lindissimo, poderá ser interpretado por quem o lê, de uma autora rude e em conflito com o amor.
Quando o li e revi todos, tu, teu marido e filhos, familia lindissima, disse para comigo;
A Flor poderá vir a ser, se assim o entender, uma grande dramaturga, porque capacidade literária não te falta.
Parabéns.
bjs e abraços para o Jorge e filhotes.
da Ana e Osvaldo
...que grito sentido, minha querida
ResponderEliminarFlor!
beijos do Brasil!!
Um grito de desespero...
ResponderEliminarBeijito.
"falta-me hoje um pedaço de chão"
ResponderEliminarinventem-se novos pés; com asas bem acima da decepção mas abaixo dos sonhos.
beijos alados!
Quem lê pode retirar várias interpretações.
ResponderEliminareste grito que por vezes ou tantas nos entra na alma, é de quem sente a vida.
Adorei!!!!
bj
EM UNO BERRO BRADO,GRITEMOS ,POIS UNO SOMOS E HÁ DE SE IVERTER COISAS ESSAS DE VIDA NUESTRA,POIS TUDO TUDO,PASSA E ....PERMANECE
ResponderEliminarSMACKS
HUGS AND GIRASSOIS EM BRAÇADAS QUE ANJOS TE LEVAM
VIVA LA VIEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
Cara amiga
ResponderEliminarHá que olhar em frente sem mêdo do abismo.
Bjs
G.J.
Minha querida
ResponderEliminarO teu poema...um lamento...um grito...um apelo sentido.
Lindo sempre o que arrancas da alma.
Deixo um beijinho com carinho
Sonhadora
Lindo poema, cheio de sentimentos, um lamento... um grito dentro de nos mesmos, Desejo uma boa semana para voce, bjs.
ResponderEliminarAmiga querida!
ResponderEliminarAdoro poesia, mas fiquei gelada!!!
Diga-me que este belíssimo poema não foi mais do que o resultado de um pensamento do momento.
Não posso conceber a ideia de a sentir assim.
Abraço terno.
Ná
Olá Flor...
ResponderEliminarLendo e sentindo, que entre os pés e a terra está a tua lucidez.
Forte expressão, o "NADA", desse momento, contrastando com tudo a que tens dado vida!
Gostei de estar aqui.
Beijo e kandandos, amiga.