segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

(Des)equilibro-me nas palavras soltas...


Ando cansada...De tudo...E…
E tudo o que eu sei, é a palavra não sei!
E tudo o que eu consigo escrever,
São palavras soltas…
A esperança… Lembra-se?
Da esperança?
Daquela que se pensa ter?
A esperança que se almeja?
Do sonho?
Deixar isto para sonhar aquilo?
Lembra-se?
Sim!
Posso ter a esperança de ter esperança novamente?
Soltar palavras? Em vez de amontoa-las?
Para que não caia na imensidão de tudo!
E nada…Soltas palavras...
Palavras soltas…

Doce fuga ao luar
No relento da noite de uma brisa fria...
Sentimento orvalhado!
Não fugindo dos trilhos que sigo
Verdejante uma flor
Nas bermas da estrada
Cresces flor nas tuas veredas!
Fazes a curva do caule a teu favor...
E contemplas o teu destino como riqueza!
Mas ficas no luar por mais um dia...
Como te invejo flor!
E eu?
Caminhante…
Vagabunda poetisa…
Poetisa?
Eu, nem tenho trilhos!
Nem poesia, nem rima!
Só versos, inversos!
Enferrujem os trilhos
E mudem as veredas!
Que tempo tens mais para ti, além do agora?
Que são os sentimentos?
Agulhas aguçadas ao encontro dos balões de água?
Ou gotas de álcool na ferida?
Sinto ambos!
Mas parece mais papel de embrulho!
Fica o vazio...
Enquanto crescem flores silvestres nas veredas da vida…
(Des) equilibro-me nas palavras soltas…
(Palavras e Fotos FlorAlpina)

13 comentários:

  1. Vai passar...Vai passar...Amanhã é outro dia, outro mês...
    Uma boa semana! Abçs*

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  2. Boa noite FlorAlpina,
    como sempre o que escreve é tão intenso, tão profundo, que chego a ter dificuldade em comenta-la.

    Mas a minha visita de hoje, deve-se ao facto de ter no endereço que lhe deixo a seguir um miminho para si.

    http://avesemasas2.wordpress.com/

    Beijinho,
    Ana Martins

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  3. Que lindas e instigantes tuas palavras e fotos.Especiais!beijos,chica

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  4. Por vezes sentimo-nos algo desiquilibrados mesmo nos nossos pensamentos... mas tudo volta ao normal, quando nos dedicamos a entender nós próprios.

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  5. Pode estar cansada, pode só usar palavras soltas, pode dizer o que quiser,...uma coisa eu sei com as suas palavras encanta-me... pode entristecer-me por não a ver feliz, mas que interessa esse meu entritecer, se as suas palavras me vão direitas ao coração...
    Abracinho meu!

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  6. ola flor sempre que venho fazer uma visita ao seu blog nao tenho palavras voçê é especial.
    Beijinhos

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  7. Que tempo tens mais para ti,Além do agora ?
    Boa Noite Floralpina ? Belo poema,bjs

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  8. Palavras soltas!... Há palavras assim, garantias de Liberdade que colam as asas da nostalgia!... Experimenta-se o o adejar, flutua-se sobre as aplavras insufladas do que não chega à plenitude do preenchimento!... Da Alma!... Experimentam-se mais palavras, mais... e mais!... nem sempre voamos e vezes há que, por tão soltas, as palavras, mais parecem o que somos, pequenos momentos da Humanidade!... Essa incessante procura do que não se encontra e, afinal, apenas nas, palavras se solta!... Por elas, também!
    Nada muda de lugar e a natureza oferece-nos a certeza do lugar das coisas... sempre à solta!... Como numa prisão do tamanho do Universo!...




    Abraço

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  9. Oi Flor

    Hoje que consegui por em dia minhas leituras por aqui.
    Ah, mas esse poema tão profundo me encantaram.
    Lindas palavras querida.

    Bjs no coração!

    Nilce

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  10. Neste caso as palavras soltas fizeram poesia! Beijo de café

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  11. Olá Flor...

    As flores, plantas, arbustos, árvores, fazem malabarismos por natureza.
    Para vingarem, terem a luz que precisam, moldam-se, curvam-se, adaptam-se nunca se conformando. Se nos apercebemos de quanto tempo precisam para se equilibrarem na vertical, espreitando o sol que lhes dá energia para se manterem hirtas e repletas de vida, verificamos como o tempo é uma ilusão com o recheio da magia!!
    Uma Flor Alpina também...

    Beijo e kandandos meus.

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  12. Espantoso o poema, que não havia lido, assim como outros tantos teus, amiga Carmen.

    Incrível é entender, bem demais agora, como a palavra "malabarismo" assenta bem a algumas pessoas.

    Beijinhos
    da Ná

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