Que tu dizes que existe.
Mas eu…
Eu não sei se existe…
Nunca lá estive!
Fala-me desse lugar
Onde o artesão do tempo tece o dia conforme quer
E as noites claras para não ter medo do escuro!
Fala-me desse lugar!
Desse lugar onde me queres levar,
Mas...mas quando estivermos perto avisa-me!
Porque sabes…
Tenho medo das borboletas! Sim das borboletas!
Das borboletas que sinto no estômago!
Tenho medo…que os corpos dessas borboletas se transformem de novo em larvas!
Sim, sim! É das larvas de palavras que tenho medo!
Tenho medo que não façam a metamorfose perfeita e me apanhem no meio da transformação façam de mim um bicho de seda!
Ou uma lagarta das couves!
Ouves?
Tenho medos que brotem os poemas dos bolbos enterrados na terra escura de folha branca com as palavras enrugadas até á raiz como folhas amachucadas a tilintar no cesto dos papéis…essas palavras que amolgo por a borracha já gasta do passado se recusar a apagar…e o lápis de ponta partida adormecido ao pôr-do-sol no berço da minha mão não saber desenhar palavras novas…
É disso que tenho medo afinal…não é das borboletas que sinto no estômago…
Lindas e belas Palavras.
ResponderEliminarE as fotos são lindas, Parabéns
Estou seguindo (:
Bjo
Lindo! Adorei...
ResponderEliminarUm beijo.
Existem medos dificeis de combater...
ResponderEliminarBeijito.
Lagarta das couves, Flor?Seria impossível, a quem escreve assim!
ResponderEliminarPeço o favor de passar pelo "SÃO"(letra grande) amanhã.
Uma serena noite.
botânica topográfica ou saudades de onde nunca estive (tendo estado)?
ResponderEliminarainda estou às voltas com estas borboletas que volteiam no estômago tendo um dia recusado ser "larvas de palavras".
beijinho!
Os nossos medos não são de hoje,são das contrariedades da vida,do vento que às vezes nos gela o coração,dos dias desvastados pela solidão, pelo silêncio, das despedidas difíceis de enfrentar e tantas outras coisas...
ResponderEliminarLindo o que li Florzinha, beijo da
natalia, que te deseja um ano generoso.
Olá, Flor!
ResponderEliminarO medo de enfrentar o futuro, no receio de que ele possa reeditar o passado...Acontece a tanta gente!
Lindo poema, muito bem escrito!
Beijinhos, boa semana.
Vitor
Já tem a sua prenda à disposição no "SÃO"( letra grande) e espero que aceite. Oxalá lhe agrade, rrs
ResponderEliminarUm abraço
É muito difícil enfrentar nossos medos.
ResponderEliminarParabéns pelo texto, Flor. Primoroso.
Bjs no coração!
Nilce
Olá Flor...
ResponderEliminarSinto o desejo de conhecer esse artesão do tempo, que eu não sei gerir e me faz trocar prioridades.
Gostava de saber como me livrar dessa impressão, frio no estômago quando o desconhecido, ou o desconfortável, tenho de enfrentar.
Queria muito saber, como encontrar as palavras certas para ditarem o que fui, o que sou e o que gostava de realizar, mas acontece que elas se atropelam dizendo tão pouco do que vai na alma.
Nas tuas palavras, cada um retira delas o que a imaginação e a sensibilidade permite, certo é que me levaram a divagar e a questionar sobre os meus receios também.
Beijo e kandandos meus
Flor
ResponderEliminarExcelentes fotos e palavras a condizer!
Só ao alcace de uma Alma Poética.
Bjs
G.J.
Olá querida
ResponderEliminarQue bom, sentir as borboletas no estomago, pobre daquele que não as sente.
Com muito carinho BJS.
Olá Flor amiga.
ResponderEliminarLindo texto poetico! Dúvidas, receios, incertezas...Pavor que o futuro não permita continuar o sonho...
Muito belo.
Beijos
Janita
*
ResponderEliminarbelo, belo, belo !
obrigado pelo post !
,
conchinhas floridas,
,
*
Fala-me desse lugar onde nem sei se vou ser feliz... Muito bom.
ResponderEliminarUm beijo.
urdir
ResponderEliminara cor
[e a asa]
do temor
*um beijo,
Flor*
Olá Flor
ResponderEliminartal como Kimbanda também a mim este belo texto me fez pensar nos meus medos...
Medo de tudo o que tenho que encarar de frente mas que nao posso mudar como a demencia em que a minha mae se encontra e soube agora vai progredir dia a dia.
Entendi pela tua mensagem lá no blog que virás para estar connosco, será? Adoraria!
Um beijinho com amizade, Ana.