
...(da página 25 do meu livro "nasci com 35 anos")
Oh! Amigo banco de jardim
Do jardim florido proibido que inventei para mim
Num mundo meu tão secreto
Que de modo algum quero em aberto
Quando sinto que se torna longe o perto
Transparente ser, sem essência me sinto,
Carrego encoberto um fardo pesado doloroso
Que transporto em permanente silêncio não minto
Envolto em angústia ânsia e mistério
Tomando minha identidade, fardo malvado e poderoso
Sofro em silêncio, sou inocente, e as culpas que não tenho, eu as admito.
Já nem sei o que penso, já não sei o que digo
Invento verdades por necessidade e omito esmorecida evidentes grosseiras mentiras.
Oh mundo bravio que de sentimentos me esvaías
Médica de mim própria anestesiara o coração, fechei os olhos para não ver, hibernei, ou adormeci só para não sentir dor, por não querer ser, e não gostar de ser, o ser que sou, um SER apático que finge apenas viver.
Estranho ser, que não sabe ser, ou se sabe ser, não sabe ser o quer e sonha ser...e luta sem vencer ao querer ser o ser que sonha...