(Imagem da internet)Quanto mais transmito
Mais sou identificável
Então aferrolho os pensamentos
Deixo-me absorver pelo silêncio
Completamente devorada
Carcomida pela besta do ambíguo
Partícula comprimida
Lentamente…
Sou componente do que não se vê
E serei invisível…
Visivelmente oculta...
Átomo imperceptível
Encafuo-me no eco da minha sombra
Alcova desconfortável que me faz de berço
Balanço ao som do silêncio
No trilho gasto das palavras mudas
Que se arrastam nas periferias
Dessas alamedas do meu esquecimento
A amnésia é a fidedigna companheira
Dá a mão á minha silhueta
E serve-me bálsamos amargos
De momentos corrompidos
Em cálices de cristal esburacados
Que bebo ávida
Para me punir vagarosamente
E sucumbir devagar
Á sombra da madrugada...
Mais sou identificável
Então aferrolho os pensamentos
Deixo-me absorver pelo silêncio
Completamente devorada
Carcomida pela besta do ambíguo
Partícula comprimida
Lentamente…
Sou componente do que não se vê
E serei invisível…
Visivelmente oculta...
Átomo imperceptível
Encafuo-me no eco da minha sombra
Alcova desconfortável que me faz de berço
Balanço ao som do silêncio
No trilho gasto das palavras mudas
Que se arrastam nas periferias
Dessas alamedas do meu esquecimento
A amnésia é a fidedigna companheira
Dá a mão á minha silhueta
E serve-me bálsamos amargos
De momentos corrompidos
Em cálices de cristal esburacados
Que bebo ávida
Para me punir vagarosamente
E sucumbir devagar
Á sombra da madrugada...
Do meu insignificante queixume
Nem um ai se ouvirá
Esvoaçará o último respiro
Num cerrar de asas
Imperceptível...

