"O significado das coisas não está nas coisas em si, mas sim em nossa atitude com relação a elas."
Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: "Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que colecciona borboletas?" Mas perguntam: "Qual é sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai?" Somente então é que elas julgam conhecê-lo. Se dizemos às pessoas grandes: "Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado..." elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma ideia da casa. É preciso dizer-lhes: "Vi uma casa de seiscentos contos". Então elas exclamam: "Que beleza!"
"Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós; leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo."
Antoine de Saint-Exupéry
Nunca lhes perguntei quem era, quantos irmãos tinha e de onde vinha…
Tudo o que soube, foi sabendo sem perguntar, sabia apenas que era daquelas pessoas que se conhecem devagar…e…
E em períodos controversos para mim, não tive esse tempo nestes últimos 3 anos de a conhecer verdadeiramente…hoje lamento, pois foi sempre adiando o dia em que talvez tivesse um tempinho de conhecer a mulher/mãe que se vestia de professora durante um breve período de tempo para ensinar aos nossos rebentos, o que nós vamos lamentavelmente esquecendo, esse pouco que sabíamos é-nos ultrapassado pelos hábitos incondicionais de uma outra cultura que nos é imposta…
Três anos por cá ensinando a língua de Camões, puxando os seus pupilos para o gosto da leitura, da literatura, sempre rebuscando em nossas memórias e revivendo em festas ainda que pequenas, os jogos tradicionais de um passado tão perto e tão distante…
Por motivos pessoais regressa agora á terra berço do seu/nosso Portugal distante…
Detesto despedidas, por isso não me despeço mas digo até sempre Professora Lurdes…
E foi com este singelo poema que algumas lágrimas de emoção se soltaram…
Para si professora
Que um dia passou por nós
E agora
Falta pouco
Para apanhar lugar nesse tempo de regresso
E voltar á base
Lusitano solo…
Às entranhas dessa terra berço
Que nos castiga a alma de saudade
Nesta agridoce distância…
Quisera eu oferecer um presente intemporal
Mas só as palavras ficam…
Não é um adeus que quero dizer
Mas é nos poemas que digo o que sinto…
Quisera eu,
Desnudar sentimentos como quem sabe o que faz
Mas sou insignificante aprendiz
Que por um momento quis ser poetisa
E do coração de onde brotam palavras sentidas
Fazer arado
E lavrar palavras na folha infértil
Porque só as palavras ficam…
Esvoaçam na mente, soltas
Aquelas palavras de gratidão que queria escrever…
Mas sinto os dedos impotentes, trémulos
Sinto o silêncio das frases que se calam…
E a estrada que devia desaguar no poema
Torna-se subitamente sinuosa…
Não consigo acompanhar
O ritmo deste rio de emoção que quer galgar as margens da razão
E desaguar nos meus olhos
Será assim um poema inacabado
Onde apenas queria dizer-lhe
OBRIGADO!
Professora
Já alguém lhes agradeceu
Por ensinar o que sabe a um filho seu?
Já alguém lhes agradeceu
Por transmitir tudo o que aprendeu?
Se ainda ninguém lhes agradeceu
Agradeço eu!
Quando a gente lhes fala de um novo amigo, elas jamais se informam do essencial. Não perguntam nunca: "Qual é o som da sua voz? Quais os brinquedos que prefere? Será que colecciona borboletas?" Mas perguntam: "Qual é sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto ganha seu pai?" Somente então é que elas julgam conhecê-lo. Se dizemos às pessoas grandes: "Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado..." elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma ideia da casa. É preciso dizer-lhes: "Vi uma casa de seiscentos contos". Então elas exclamam: "Que beleza!"
"Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós; leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo."
Antoine de Saint-Exupéry
Nunca lhes perguntei quem era, quantos irmãos tinha e de onde vinha…
Tudo o que soube, foi sabendo sem perguntar, sabia apenas que era daquelas pessoas que se conhecem devagar…e…
E em períodos controversos para mim, não tive esse tempo nestes últimos 3 anos de a conhecer verdadeiramente…hoje lamento, pois foi sempre adiando o dia em que talvez tivesse um tempinho de conhecer a mulher/mãe que se vestia de professora durante um breve período de tempo para ensinar aos nossos rebentos, o que nós vamos lamentavelmente esquecendo, esse pouco que sabíamos é-nos ultrapassado pelos hábitos incondicionais de uma outra cultura que nos é imposta…
Três anos por cá ensinando a língua de Camões, puxando os seus pupilos para o gosto da leitura, da literatura, sempre rebuscando em nossas memórias e revivendo em festas ainda que pequenas, os jogos tradicionais de um passado tão perto e tão distante…
Por motivos pessoais regressa agora á terra berço do seu/nosso Portugal distante…
Detesto despedidas, por isso não me despeço mas digo até sempre Professora Lurdes…
E foi com este singelo poema que algumas lágrimas de emoção se soltaram…
Para si professora
Que um dia passou por nós
E agora
Falta pouco
Para apanhar lugar nesse tempo de regresso
E voltar á base
Lusitano solo…
Às entranhas dessa terra berço
Que nos castiga a alma de saudade
Nesta agridoce distância…
Quisera eu oferecer um presente intemporal
Mas só as palavras ficam…
Não é um adeus que quero dizer
Mas é nos poemas que digo o que sinto…
Quisera eu,
Desnudar sentimentos como quem sabe o que faz
Mas sou insignificante aprendiz
Que por um momento quis ser poetisa
E do coração de onde brotam palavras sentidas
Fazer arado
E lavrar palavras na folha infértil
Porque só as palavras ficam…
Esvoaçam na mente, soltas
Aquelas palavras de gratidão que queria escrever…
Mas sinto os dedos impotentes, trémulos
Sinto o silêncio das frases que se calam…
E a estrada que devia desaguar no poema
Torna-se subitamente sinuosa…
Não consigo acompanhar
O ritmo deste rio de emoção que quer galgar as margens da razão
E desaguar nos meus olhos
Será assim um poema inacabado
Onde apenas queria dizer-lhe
OBRIGADO!
Professora
Já alguém lhes agradeceu
Por ensinar o que sabe a um filho seu?
Já alguém lhes agradeceu
Por transmitir tudo o que aprendeu?
Se ainda ninguém lhes agradeceu
Agradeço eu!
Agradecemos nós!
Obrigada professora Lurdes Araújo!
E até já…
Obrigada professora Lurdes Araújo!
E até já…



